sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Entenda o Linux Samba

SERVIDOR LINUX SAMBA

O Samba é um "software servidor" para Linux (e outros sistemas baseados em Unix) que permite o gerenciamento e compartilhamento de recursos em redes formadas por computadores com o Windows. Assim, é possível usar o Linux como servidor de arquivos, servidor de impressão, entre outros, como se a rede utilizasse servidores Windows (NT, 2000, XP, Server 2003).

História

O Samba é uma criação de Andrew Tridgell. O autor precisava montar um espaço em disco em seu PC para um servidor Unix. Esse PC rodava o sistema operacional DOS e, inicialmente, foi utilizado o sistema de arquivos NFS (Network File System) para o acesso. Porém, um aplicativo precisava de suporte ao protocolo NetBIOS (não suportado pelo NFS). A solução encontrada por Tridgell não foi tão simples: ele escreveu um sniffer (pequeno programa para captura de tráfego de dados em rede) que permitisse analisar o tráfego de dados gerado pelo protocolo NetBIOS, fez engenharia reversa no protocolo SMB (Server Message Block) e o implementou no Unix. Isso fez com que o servidor Unix aparecesse como um servidor de arquivos Windows em seu PC com DOS.

Através de contatos feitos por e-mail, Tridgell descobriu que as documentações dos protocolos SMB e NetBIOS estavam atualizadas e assim voltou a dedicar-se ao projeto. Porém, uma empresa entrou em contato com ele reivindicando os direitos sobre o nome usado no software até então. Diante disso, Andrew Tridgell teve a idéia de procurar em um dicionário uma palavra que tivesse as letras s, m e b (de SMB) e acabou encontrando o termo "samba". A partir daí o projeto Samba cresceu e hoje Andrew Tridgell conta com uma excelente equipe de programadores e com milhares de usuários de sua solução espalhados pelo mundo.

O que o Servidor Faz?

É possível compartilhar arquivos, compartilhar impressoras e controlar o acesso a determinados recursos de rede com igual ou maior eficiência que servidores baseados em sistemas operacionais da Microsoft. Mas, neste caso, o sistema operacional utilizado é o Linux.
O Samba é compatível com praticamente qualquer versão do Windows, como NT 4.0, 9x, Me, 2000, XP e Server 2003, além de máquinas com o Linux, é claro.
Todo trabalho feito pelo Samba é provido de grande segurança, uma vez que há grande rigor nos controles dos recursos oferecidos. Tanto é que existem empresas que usam o Samba como solução para conflitos existentes entre diferentes versões do Windows.
Como não poderia deixar de ser, o Samba também permite que sua configuração seja feita por meio de computadores remotos. Para os casos mais críticos, o administrador da rede pode até ser notificado de anormalidades por e-mail (para isso é necessário usar um script específico que busca informações nos arquivos de log e cria um arquivo que pode ser enviado via e-mail).

Características
  • Compartilhamento de arquivos entre máquinas Windows e Linux ou de máquinas Linux (sendo o servidor SAMBA) com outro SO que tenha um cliente NetBEUI (Macintosh, OS/2, LanManager, etc).
  • Montar um servidor de compartilhamento de impressão no Linux que receberá a impressão de outras máquinas Windows da rede.
  • Controle de acesso aos recursos compartilhados no servidor através de diversos métodos (compartilhamento, usuário, domínio, servidor).
  • Controle de acesso leitura/gravação por compartilhamento.
  • Controle de acesso de leitura/gravação por usuário autenticado.
  • Possibilidade de definir contas de "Convidados", que podem se conectar sem fornecer senha.
  • Possibilidade de uso do banco de dados de senha do sistema (/etc/passwd), autenticação usando o arquivo de dados criptografados do samba, LDAP, PAM, etc.
  • Controle de cache e opções de tunning por compartilhamento.
  • Permite ocultar o conteúdo de determinados diretórios que não quer que sejam exibidos ao usuário de forma fácil.
  • Possui configuração bastante flexível com relação ao mapeamento de nomes DOS => UNIX e vice versa, página de código, acentuação, etc.
  • Permite o uso de aliases na rede para identificar uma máquina com outro nome e simular uma rede NetBIOS virtual.
  • O samba possibilita ajuste fino nas configurações de transmissão e recepção dos pacotes TCP/IP, como forma de garantir a melhor performance possível de acordo com suas instalações.
  • Permite o uso do gerenciador de mensagem do Linux (Linpopup) para a troca de mensagens com estações Windows via NetBios. Com a flexibilidade do samba é possível até redirecionar a mensagem recebida via e-mail ou pager.
  • Possui suporte completo a servidor WINS (também chamado de NBNS - NetBios Name Service) de rede. A configuração é bastante fácil.
  • Faz auditoria tanto dos acessos a pesquisa de nomes na rede como acesso a compartilhamentos. Entre os detalhes salvos estão a data de acesso, IP de origem, etc.
  • Suporte completo a controlador de domínio Windows (PDC).
  • Suporte quase completo a backup do controlador de domínio (BDC). Até a versão 2.2 do samba, o suporte a BDC é parcial. Este código provavelmente estará estável até a versão 3.0.
  • Permite montar unidades mapeadas de sistemas Windows ou outros servidores Linux como um diretório no Linux.
  • Permite a configuração de recursos simples através de programas de configuração gráficos, tanto via sistema, como via web.
  • Permite executar comandos no acesso ao compartilhamento ou quando o acesso ao compartilhamento é finalizado.
  • Com um pouco de conhecimento e habilidade de administração de sistemas Linux, é possível criar ambientes de auditoria e monitoração até monitoração de acesso a compartilhamento em tempo real.

Instalando o Servidor Samba

apt-get install samba smbclient smbfsSe o pacote do Samba estiver no formato tar.gz basta digitar (depois de baixado):
# tar -zxvf samba-a.b.c.tar.gz (onde a, b e c correspondem ao número da versão)
Em seguida, basta entrar no diretório source e digitar:
./configure --prefix=/usr/local/samba
Por fim, digite:
# make# make install

Arquivo principal de Configuração

O arquivo smb.conf
Um fato que agrada muitos usuários do Samba é que sua configuração é feita em um único arquivo: o smb.conf. Esse arquivo geralmente fica localizado no diretório de instalação do Samba.
O arquivo é estruturado da seguinte maneira: os parâmetros de configuração são agrupados em seções. Cada seção é identificada por um nome entre colchetes.Abaixo segue exemplo:

[global] - como o nome indica, contém configurações que afetam todo o Samba. Por exemplo, nome do servidor;[homes] - contém as configurações do diretório home para cada usuário; [printers] - contém as configurações que controlam impressoras compartilhadas.
Abaixo um exemplo de configuração

1 [global]
2 # nome do servidor de arquivos
3 netbios name = teste..
4 # nome do grupo de trabalho ou do domínio
5 workgroup = teste
6 server string =Servidor Samba
7 security = user
8 [rede]
9 # diretório compartilhado
10 path = /iw/artigos
11 public = yes
12 browseable = yes
13 writable = no
Maiores duvida veja nesse mesmo blog no artigo configurando samba
Swat

O Samba pode ser configurado através de interfaces gráficas. Muitos administradores de rede consideram esse meio mais eficiente do que editar o arquivo smb.conf através de um editor de textos. O Swat é o meio mais usado para isso. Trata-se de uma ferramenta que permite a configuração do Samba através de navegadores de internet, facilitando, inclusive, o acesso remoto ao arquivo de configuração.
Para instalá-lo, você pode verificar se seu pacote de instalação está no CD de sua distribuição. Se tiver um sistema (baseado no) Debian, pode-se usar o seguinte comando para procurá-lo:
apt-cache search Swat

Um comentário:

Anônimo disse...

Cara, boa noite! eu tenho uma grande duvida?

Comprei um computador Positivo, com 512mb Windows VISTA, pq não funciona alguns Jogos?????

Eu acho que é por ter pouca Memoria.....